Gig economy: entenda o que é e o que tem a ver com o indivíduo

O modo de relacionamento, tanto pessoal quanto profissional, entre os indivíduos tem se transformado ao longo dos anos. É cada vez mais comum que as pessoas realizem transições de carreira e busquem opções com mais liberdade, caminhando para uma nova modalidade, chamada de gig economy.

O conceito de gig economy refere-se às formas alternativas de emprego, que podem ser a prestação de serviços por aplicativos ou o trabalho freelancer. Essa tendência tem se tornado realidade, principalmente durante a pandemia, quando algumas áreas tiveram um aumento de demanda, como diretores de arte (35,6%), redatores (17,8%) e gestores de projetos (8,6%).

Definição de gig economy

A gig economy é fruto da revolução do trabalho que foi impactado pelo uso da tecnologia. Nesse novo cenário, o ambiente é composto por trabalhadores temporários, sem vínculos empregatícios e, normalmente, os indivíduos são contratados para trabalhos pontuais ou oferecem produtos e serviços digitais. 

É inegável assumir que a forma como as empresas empregam seus funcionários atualmente é bastante desatualizada frente às novas opções que surgiram com o advento tecnológico. O dicionário de Cambridge define gig economy como um arranjo alternativo de emprego, uma forma de trabalho em que as pessoas exercem uma atividade freelancer e recebem separadamente por cada projeto/serviço.

O objetivo da gig economy é trazer praticidade para as relações; assim, não há necessidade de cumprimento de horas fixas ou relação de subordinação. As atividades de consultorias, mentorias e a contratação de profissionais freelancer via plataformas ou indicações são exemplos práticos dessa modalidade.

A gig economy e o empreendedorismo no Brasil

Um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) é promover o crescimento econômico de forma sustentável e inclusiva, criando empregos decentes para todos. Mesmo que essa realidade ainda esteja distante em muitos países, a gig economy pode ser um caminho para essa solução.

Embora haja uma importante discussão acerca da legislação trabalhista nesse novo formato, é necessário compreender que a CLT não é mais sinônimo de uma única forma justa, digna e segura de trabalho. Os avanços são naturais e a sociedade demanda cada vez mais uma economia empreendedora.

A pesquisa Global Gig-Economy Index, realizada em 2019, mostrou que a gig economy está em uma trajetória crescente desde 2018. O Brasil é o terceiro país com maior crescimento dessa modalidade, e isso só reafirma que o empreendedorismo aqui é algo latente, mas que ainda precisa de investimento para se desenvolver.

A gig economy e a realidade de ganhar dinheiro em casa

Uma das modalidades da gig economy é o trabalho remoto com a ajuda de plataformas que conectam pessoas interessadas a profissionais qualificados. Atualmente, há vários sites que ajudam nessa conexão, como Upwork, Workana, 99Freelas e GetNinjas. Nesses casos, o profissional pode criar produtos digitais, desenvolver projetos, realizar mentorias ou vender cursos diretamente da sua casa. 

A pesquisa realizada pela Global Talent Trends confirma que 79% dos executivos preveem um aumento na participação de trabalhadores independentes nos próximos anos. Isso reafirma a tendência global do crescimento do mercado freelance.

Embora as pesquisas apontem que mais de 70% dos jovens brasileiros, ou seja, a geração Y, sonham em ter o próprio negócio, os profissionais entre 35 e 55 anos e com mais experiência no mercado também estão pensando em fazer transições de carreira para opções com mais liberdade e flexibilidade. Contudo, as maiores dificuldades são abrir mão das conquistas profissionais e da estabilidade financeira.

De fato, ganhar dinheiro em casa deixou de ser uma idealização e se transformou em uma possibilidade real. Entretanto, é importante que o profissional entenda a necessidade da preparação para essa transição. A economia gig traz muita liberdade e autonomia, mas também requer organização, networking e profissionalização para alcançar o sucesso.

Portanto, a gig economy é uma tendência que veio para ficar. Embora muitas empresas ainda não utilizem essa modalidade, elas já reconhecem a importância e a necessidade de mudança nas relações trabalhistas. Além disso, a tecnologia se faz presente como grande ferramenta para a otimização do trabalho remoto.

O caminho de melhoria deste modelo de trabalho é longo e ainda há muito o que ser feito. Acreditamos que é melhor nós mesmos ajudarmos a moldá-lo – junto de tantos outros Lifelong Workers – do que esperarmos que moldem por nós. Qual a sua opinião a respeito?

Programa Trocas que Transformam em nosso canal do Youtube: EUpreendedorismo é modelo mental para a década, com Eduardo Seidenthal e Cassiana Buosi.

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22 Comentários

  1. E a Gig Economy não para, não é mesmo? Você está realmente pronto/a para ela?

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